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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Existem cães homossexuais? Confira 10 Curiosidades sobre o melhor amigo do homem

Navegando pelo da site do terra.com encontrei outro post interessante e bastante curioso que é dedicado as pessoas que amam seu fiel amigo canino ou simplesmente está curioso de saber mais sobre os cães. Confira 10 Curiosidades sobre os cães.
 

1 Os cães enxergam cores?

Já se pensou que os cachorros enxergassem apenas em preto e branco. Porém, hoje se sabe que a maioria dos animais domésticos enxerga cores, só que não exatamente como nós. "Comparando com seres humanos, os cães possuem apenas 10% de cones, que são as células presentes na retina, responsáveis pela formação das cores", explica a oftalmologista veterinária Fabiana Quartiero, que mantém o site Oftalmologia Animal.

Os humanos costumam apresentar três tipos de cones: vermelho, verde e azul. Já os cachorros possuem apenas dois: um semelhante à cor violeta, que corresponde ao cone azul dos humanos, e outro semelhante ao tom amarelo esverdeado, relacionado ao cone vermelho. Por não apresentarem cones verdes, os cães podem confundir cores vermelhas e verdes. Assim, na presença de vermelho, verde, amarelo e laranja, o animal enxerga sempre amarelo-esverdeado.


2 Por que cães comem grama quando se sentem mal?

Apesar de parecer estranho, comer grama faz parte da natureza do cachorro. Porém, isso realmente só ocorre quando eles se sentem mal. Rubens Carneiro, professor de veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que o intestino canino não digere celulose, presente na grama. Assim como para os seres humanos, a ingestão de fibras ajuda na melhora do movimento intestinal, o que facilita a evacuação.

Mitika Hagiwara, professora colaboradora do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo(USP), afirma que, por não digerir a celulose, a grama causa uma irritação gástrica. O cão procura ingeri-la quando sente uma indisposição. “Assim, ele consegue induzir o vômito”, completa. Na falta de grama, o cachorro leva mais tempo, porém ainda assim consegue vomitar.


3 Quais são as melhores atitudes em caso de um ataque de cão?

Para não ser atacado, o ideal é ficar em "posição de árvore", como explica a veterinária Ceres Faraco, doutora em psicologia. A especialista conta que a pessoa deve ficar totalmente imóvel, com as pernas fechadas. Os braços precisam estar para cima, evitando que o cão possa mordê-los. Também é altamente recomendado que se olhe para o alto, evitando contato visual com o animal. "Ao se encarar o cachorro, este pode interpretar o olhar como um desafio", afirma.

Claro que, para evitar o instinto de correr, é preciso ter sangue frio. Especialmente porque a posição de árvore só faz sentido se o cão tiver o que Ceres chama de "comportamento estável". “Esse movimento de caça é normal, mas alguns cães são imprevisíveis, por problemas de origem psicológica", pondera. Ceres destaca que isso não tem relação com as raças caninas. Existem, por exemplo, pit bulls mansos e labradores violentos.


4 Por que os cães enterram a comida?

Assim como os seres humanos colocam as sobras do almoço na geladeira, os cães guardam embaixo da terra o seu alimento. É um instinto primitivo, de proteger a posse. "Depois que já comeu e está satisfeito, o cão enterra pedaços de carne ou de osso para comer mais adiante", afirma o professor de veterinária da UFMG, Rubens Carneiro.

O cachorro não enterra a comida sempre no mesmo lugar, mas memoriza o local ou a encontra pelo olfato. Apesar de essa ser uma prática comum entre os cães, é possível que eles adquiram uma doença bastante séria. Chamada de botulismo, é causada por uma bactéria presente na terra, que se incorpora na comida. A toxina provoca paralisia muscular e pode levar à morte. Por incrível que pareça, a toxina botulínica é a mesma substância utilizada nos tratamentos de botox, só que em menores quantidades.


5 Por que os cães ficam tanto tempo com a língua de fora?
É comum se dizer que o cão sua pela língua, mas isso não é verdade. Enquanto o ser humano tem glândulas para a transpiração por todo o corpo, no cachorro elas se localizam apenas nas patas. Para regular a temperatura interna, o animal fica de boca aberta. "Assim, o ar quente sai. É como a ventoinha de um carro", compara o professor Rubens Carneiro.

A professora colaboradora do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), Mitika Hagiwara, explica que, para dissipar o calor, os cachorros costumam respirar rapidamente pela boca. Já o focinho é por onde ele respira normalmente, quando o cão está mais tranquilo, sem necessidade de dissipar o calor.


6 Como surgiram as raças de cães?

Todos os cães surgiram de um canino primitivo, parecido com o lobo. Fernando Bretas, professor de cinotecnia na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conta que não se sabe se o homem domesticou esses animais ou se eles se aproximaram do homem para conseguir restos de alimento. Porém, se sabe que foi o homem quem deu um "empurrão" ao longo dos séculos para a formação das raças, sempre buscando uma finalidade específica, como caça e pastoreio. A seleção às vezes veio por causa de um defeito genético, como no caso do Basset Hound, que é uma versão de patas curtas do blood hound.

Na Roma Antiga, por exemplo, o rottweiler já fazia companhia aos romanos como um bom cão de guarda. Já entre os séculos 17 e 19, os cachorros do grupo de raças terrier foram muito utilizados na Inglaterra para combater uma abundância de ratos que havia tomado conta do país, já que são altamente desenvolvidos para caçar ratazanas.


7 Existem cães homossexuais?
Essa pergunta é difícil de responder, de acordo com a veterinária Ceres Faraco, doutora em psicologia, mas ela diz que é possível encontrar tendências homossexuais em alguns cães. "Existem animais que são sexualmente passivos, que podem permitir a cobertura", explica. Isso não significa que eles permitam o ato sexual completo. O mais comum, entre animais do mesmo sexo, é a masturbação, em que um cão faz movimentos pélvicos sobre o outro.

Entretanto, Ceres conta que é difícil comparar o comportamento dos cães com o dos seres humanos. "A conotação de relação homoafetiva não existe entre os cachorros, porque eles não têm parceiros fixos", diz.




8 Por que os cães correm atrás de carros?
Essa prática tão comum entre os cachorros vem de um resquício do instinto predador. O movimento de carro ou de motocicleta aciona esse instinto, e o animal tem a tendência de persegui-lo e até morder os pneus.

Correr atrás de carros também pode ser apenas uma brincadeira para o animal. "O cão é uma das espécies que conserva o espírito lúdico mesmo quando adulto", explica Ceres Faraco, veterinária e doutora em psicologia. A evolução canina manteve o brinquedo, por isso o cachorro se diverte correndo ou buscando uma bola.


9 Vira-latas são mais resistentes a doenças e vivem mais que cães de raça?
Não necessariamente. Não são os vira-latas que têm mais resistência e sim, os animais de rua. "Porque eles têm mais contatos com agentes infecciosos, e os que conseguem sobreviver, tornam-se mais resistentes", explica Mitika Hagiwara, professora colaboradora do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Veterinária da USP.

Na verdade, por vir de mais de uma raça, o vira-lata pode ter até mais problemas de saúde. O professor de veterinária da UFMG, Rubens Carneiro, conta que cada raça tem as suas debilidades específicas. "O boxer costuma ter problemas cardíacos; o pincher, de articulação, o poodle, de pele, e o schnauzer, de rins", exemplifica.


10 Qual é o sentido mais apurado dos cães?

Provavelmente é o olfato. Enquanto as células olfativas do homem chegam a 5 milhões, as do cão atingem 220 milhões. Assim, um cachorro consegue sentir um cheiro a mais de 1 km de distância, o que ajuda, por exemplo, a encontrar fêmeas no cio. A audição canina também é bastante apurada, conseguindo escutar até infrassom e ultrassom.

Em ambientes com pouca luz, os cachorros podem ver melhor que os humanos. A oftalmologista veterinária Fabiana Quartiero explica que esses animais possuem mais bastonetes (células especializadas presentes na retina que são responsáveis pela visão noturna) do que cones (célula responsável pela formação das cores).


FONTE: Terra.com

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Maconha medicinal ganha força no mundo; Brasil ainda veta


A maconha é cultivada para tratamento de pacientes na Califórnia, nos Estados Unidos
Angela Joenck Pinto

O recente acordo firmado pela gigante farmacêutica Novartis com a britânica GW Pharmaceuticals para vender o Sativex, um remédio à base de maconha, em regiões como Austrália, Ásia, Oriente Médio e África reacendeu o debate sobre o uso medicinal da Cannabis sativa (nome científico da maconha).

Já aprovado no Canadá, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, o medicamento, que serve para tratar a esclerose múltipla, pode chegar ao Brasil em breve. A lei do País não permite remédios que tenham extratos da maconha em sua composição, mas existem brechas para casos específicos.

A GW Pharmaceuticals, fabricante do Sativex, inclusive já iniciou discussões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no fim do ano passado, para a venda do remédio no Brasil, mas até o momento não houve a liberação.

De acordo com o professor de farmacologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gilberto da Nucci, a eficiência do uso de princípios da maconha no combate à dor já está comprovada, mas ainda não se sabe exatamente como ela age no cérebro.

"A Cannabis sativa é utilizada como analgésico há mais de 5 mil anos. Foram identificados canabinóides endógenos que atuam em receptores específicos no cérebro em sistemas de processamento de dor", diz. "Os canabinóides orais, tais como tetrahidrocanabinol, canabidiol e nabilona demonstram eficácia analgésica em dor neuropática periférica ou central, artrite reumatóide e fibromialgia", explica.

"Não é conhecido o mecanismo de ação dos canabinóides no cérebro. Foram identificados receptores para canabinóides endógenos, entretanto, não se sabe ainda a importância dos mesmos na ação da cannabis", pondera.

Ainda assim, Da Nucci considera que há pouco risco. "Não há evidências de que o uso por período curto de tempo cause malefícios aos pacientes. Esta substância já está liberada para ensaios clínicos, assim como em vários outros países, mas não no Brasil. Vários estados americanos aprovaram leis estaduais permitindo a venda e o uso da cannabis para uma variedade de indicações terapêuticas", diz.

Mesmo quanto ao uso terapêutico na forma de cigarro, liberado em alguns estados americanos, como a Califórnia, por exemplo, Da Nucci faz avaliação positiva. "Um estudo recente demonstrou que a inalação da cannabis três vezes ao dia, por cinco dias, reduziu a intensidade da dor e melhorou a qualidade do sono em pacientes com neuropatia periférica. A inalação da cannabis foi bem tolerada", diz.

Para o professor, as pesquisas com maconha podem mostrar à medicina um novo campo de ação, com novas substâncias sintéticas sem os efeitos indesejáveis do THC (princípio ativo da droga), que poderiam ser úteis no tratamento de várias doenças. "São exemplo as doenças de origem cognitivas, a dor, problemas gastrointestinais e doenças neurológicas. É neste campo que se concentram, hoje, a maior parte dos cientistas que estudam os compostos canabinóides", diz. 

FONTE: terra.com

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poluição de Carros pode causar danos ao Cérebro.



Ser exposto à poluição do ar causada por automóveis pode deixar danos cerebrais em ratos, semelhantes à perda de memória e à doença de Alzheimer, informaram pesquisadores americanos da Universidade do Sudeste da Califórnia nesta quinta-feira.

Cientistas recriaram os poluentes que vêm da queima de combustíveis fósseis e expuseram ratos ao ar poluído por 15 horas por semana durante 10 semanas.

As pequenas partículas de ar tinham o tamanho de 1 milésimo da largura de um cabelo humano, sendo muito pequenas para serem retidas pelo sistema de filtro dos automóveis, mas exerceram danos consideráveis nos cérebros dos ratos expostos, informou o estudo.

"Você não pode vê-las, mas elas são inaladas e têm um efeito nos neurônios do cérebro, aumentando a possibilidade de consequências de longo prazo na saúde", afirmou o autor Caleb Finch, da Universidade do Sudeste da Califórnia.

Cientistas concluíram que a exposição resultou em um "dano significativo" para os neurônios envolvidos na aprendizagem e na memória, e eles detectaram "sinais de inflamação associados ao envelhecimento precoce e à doença de Alzheimer".

O estudo foi publicado na revista especializada Environmental Health Perspectives.

Mais pesquisas são necessárias para determinar se os mesmos efeitos podem ser vistos em humanos.

"É claro que isso leva à questão: 'como podemos proteger os moradores das cidades desse tipo de toxicidade?'. Isso ainda não é sabido", concluiu Finch. 
 
 Fonte: TERRA.COM

quarta-feira, 30 de março de 2011

Leitura Dinâmica pode ajudar nos Estudos para o Vestibular


A leitura é parte inseparável da rotina de quem estuda. Mas cada um tem seu tempo na hora de ler. Para acelerar esse ritmo e não perder horas com longos textos e muitos livros, algumas pessoas apelam para a leitura dinâmica. O método, que promete acelerar a velocidade e melhorar a qualidade de leitura, exige muito treinamento e persistência. Mas nem sempre os resultados se refletem nos estudos.

A leitura rápida promete salvar a vida de quem precisa assimilar muita informação em pouco tempo. O professor do curso Methodus, Leandro Santos, explica que é uma forma diferente de ler. "A maioria das pessoas sabe ler silabicamente, a leitura dinâmica cria uma nova estrutura de leitura." Quando aprendemos a ler na escola, juntamos cada sílaba para formar uma palavra e a partir daí assimilar o significado de todas as letras juntas. Na leitura dinâmica, o processo é outro. O cérebro vê a palavra como um todo, dessa forma a compreensão é mais rápida e mais eficiente, diz Santos.

"Na leitura silábica o referencial das pessoas é o significante, o símbolo e na leitura dinâmica vamos tocar no significado, na informação", explica Santos. Além da velocidade, esse tipo de leitura promete otimizar a compreensão. Um leitor lê, em média, 150 palavras por minuto e compreende 60% do seu conteúdo. Teoricamente, o leitor dinâmico bem treinado lê 800 palavras por minuto e compreende 80%.

Para conseguir alcançar essas estatísticas é fundamental praticar. Para iniciar o treinamento são indicados textos familiares, com assuntos de domínio do aluno. Depois que se atingiu uma boa média de tempo com este material, o aluno deve passar para textos mais complexos. Das três etapas que estamos acostumados a percorrer para ler de forma silábica (olhar, falar e compreender), uma é eliminada na maneira dinâmica, a fala. Assim o processo torna-se mais rápido. Mas é preciso policiar o costume de pronunciar - nem que seja mentalmente - as palavras lidas. Não existe um tempo mínimo para aprender a ler rapidamente, isso depende diretamente de prática.

É atrás desse grande volume de absorção de informação que estudantes de concursos públicos, vestibulandos, universitários e até executivos buscam aprender a ler dessa maneira. Kênia Lopes, advogada, procurou um curso especializado para aprender leitura dinâmica e melhorar os estudos para um concurso público. "O meu desempenho nos estudos melhorou, além da leitura, senti melhora na concentração e memorização, o que é fundamental para a compreensão de uma leitura mais rápida", conta. Mas ela lembra que é preciso força de vontade, "é preciso treinar, como tudo o que se quer aprender a fazer bem". Para a advogada, a meta de compreender mais ainda não foi atingida, "a minha leitura com certeza está mais rápida, com melhor compreensão não, pois isso depende de treino, muito treino, quanto mais aplicarmos a técnica melhor fica a compreensão do texto", analisa.

Para a professora de literatura e gramática do curso pré-vestibular da Poli, Cristiane Bastos, a leitura dinâmica não dever ser usada para todos os fins. "Ela pode ser útil se você quer algo mais pontual, uma determinada informação. Para estudar não é uma boa. É importante a compreensão da frase inteira. Para uma obra das leituras obrigatórias (para o vestibular), por exemplo, nada de leitura dinâmica", argumenta. Cristiane acredita que a vantagem para os alunos que dominam a técnica é a capacidade de sintetização, "a vantagem é conseguir resumir a ponto de pegar o que é mais importante".

Não existe uma razão evidente para que a técnica da leitura rápida não seja usada para alfabetizar. Como há uma estrutura didática pronta para ensinar a ler de maneira silábica, acabamos por aprender a leitura dinâmica depois de adultos. "É uma técnica relativamente nova, sem muitos profissionais qualificados para ensinar. Os métodos pedagógicos que os professores aprendem a ensinar é da maneira silábica", observa Santos.


Fonte: TERRA.COM

sexta-feira, 25 de março de 2011

Bullying está associado ao 'Desejo de Popularidade'

 
Colégio época de conhecimento será que é só isso? Mas é claro que não, porque no colégio se cria um circulo social entre os alunos e a maioria dos jovens querem ser popular. Porém, uma nova pesquisa sugere que o caminho para a popularidade na escola pode ser perigoso, e que os alunos perto do topo da hierarquia social são muitas vezes vilões e vítimas de comportamento agressivo envolvendo seus colegas.
 
As descobertas, que serão publicadas na The American Sociological Review, oferecem uma nova visão sobre a estratificação social dos adolescentes. O estudo, acompanhado de uma pesquisa relacionada da Universidade da Califórna, em Davis, nos Estados Unidos, também desafia os estereótipos do bullying escolar e da vítima.

Casos bastante divulgados envolvendo bullying normalmente significam um assédio crônico de estudantes socialmente isolados, mas os estudos mais recentes sugerem que várias formas de agressão e vitimização ocorrem à medida que os alunos competem para melhorar sua popularidade.

As descobertas contradizem a ideia do agressor como desajustado ou agressivo por natureza. Em vez disso, os autores argumentam que, quando se trata de comportamento malicioso, o papel dos traços individuais é "superestimado", e grande parte dele se deve a preocupações com o status.

"Muitas vítimas são feitas nos degraus intermediários e altos da hierarquia", disse o autor do estudo, Robert Faris, professor assistente de sociologia da UC Davis. "Frequentemente pensamos que isso é parte de como os jovens disputam status. Em vez de perseguir os adolescentes excluídos, eles podem mirar em colegas rivais".

Educadores e pais muitas vezes desconhecem o estresse diário e as agressões com que devem lidar até mesmo estudantes bem-ajustados socialmente. "Pode ser invisível", disse Faris.

"A literatura sobre bullying vem focando nessa única dinâmica de antagonismo crônico repetido de jovens socialmente isolados, ignorando essas outras formas de agressão. É bem possível que um ato, um rumor espalhado na Internet possa ser devastador".

Pesquisa
Numa série de estudos, alguns ainda aguardando publicação, os pesquisadores da UC Davis pediram a 3.722 alunos da oitava à décima série em três condados da Carolina do Norte para indicarem o nome de seus cinco melhores amigos.

Então os pesquisadores perguntaram aos alunos se eles já tinham sido alvo de algum comportamento agressivo por parte de seus colegas - incluindo violência física, abuso verbal e assédio, rumores e fofocas, ou ostracismo - e se eles mesmos já tinham participado desse tipo de comportamento.

Os pesquisadores usaram os dados para construir complexos mapas sociais das escolas, monitorando grupos de amigos e identificando os alunos que constantemente estavam no centro da vida social. "Não é só o número de amigos que o jovem tem, mas quem são esses amigos", disse Faris. "Os jovens de que estamos falando estão bem no meio das coisas".

Usando os mapas, os pesquisadores monitoraram os alunos mais frequentemente acusados de comportamento agressivo. Eles descobriram que subidas no status social estavam associadas a aumentos subsequentes na agressão. Notavelmente, o comportamento agressivo atingiu o auge na 98º posição de popularidade, depois caiu.

"Bem no topo, começamos a ver uma reversão, os jovens nos 2% mais altos têm tendência a serem menos agressivos", disse Faria. "A interpretação que eu tenho é que eles não precisam mais ser agressivos porque estão no topo. Mais agressões podem ser contraproducentes, sinalizando insegurança com sua posição social".

Resultados
 
No geral, a pesquisa mostra que cerca de um terço dos alunos estão envolvidos em comportamento agressivo. Em outro artigo apresentado no ano passado, Faris relatou que a maioria das agressões de adolescentes é direcionada a rivais sociais. "Talvez um degrau acima ou abaixo de você", como ele colocou, "em vez de um adolescente que está totalmente desprotegido e isolado".

"Não quero dizer que esses jovens não sofrem, porque eles sofrem agressões", disse ele. "Mas o índice geral de agressões parece aumentar à medida que o status sobe. Isso sugere que um aluno acredita ter mais benefício em perseguir alguém que seja seu rival".

Como prevenir o bullying
 
A pesquisa oferece um mapa para educadores que tentam combater o bullying e a agressão dentro e fora da escola. Uma opção pode ser convocar o apoio dos alunos que não estão envolvidos com bullying - os que estão bem no topo da escada social, e os dois terços dos alunos que não fazem bullying.

Richard Gallagher, diretor do Instituo de Paternidade e Maternidade do Centro de Estudos Infantis da Universidade de Nova York, disse que a pesquisa acrescenta a um corpo crescente de literatura científica documentando o papel que a popularidade exerce no assédio agressivo e no comportamento de bullying.

"Ele salienta que é um comportamento típico usado para estabelecer redes e status sociais", disse Gallagher, professor de psiquiatria infantil e de adolescentes. "As escolas e os pais precisam estar atentos porque é um comportamento que ocorre o tempo todo. Isso significa que os distritos escolares precisam ter políticas que lidem com o problema. Acho que devemos recorrer aos próprios adolescentes para criar algumas soluções".

Gallagher afirmou que, embora os resultados tenham sido confusos, algumas pesquisas mostraram que as escolas podem combater o bullying e a agressão ao convocar a ajuda dos alunos, assim como dos administradores. "Não é provável que se elimine totalmente esse comportamento, mas é provável que sua ocorrência se reduza", disse.

Segundo ele, os programas que obtiveram sucesso são os que não colocam os jovens na posição de meros espectadores. "As iniciativas fizeram com que os jovens populares demonstrassem que o bullying não é legal".

Faris afirmou planejar conduzir novas pesquisas para casar os mapas sociais com anuários das escolas, a fim de melhor documentar uma hierarquia social. Um estudo relacionado também sugere que não é apenas a popularidade que influencia um comportamento agressivo, mas a importância que o aluno dá a ser popular.

"Historicamente, toda a atenção tem se focado nas deficiências mentais dos que fazem a agressão", disse Faris. "Precisamos direcionar mais atenção à forma como a agressão está entrelaçada no tecido social dessas escolas".